Captar a difusão da luz através dos espaços e sobre os objetos é algo que todos os pintores almejam. Neste artigo apresentamos, em traços genéricos, o modo como cada estética resolveu a incidência da luz sobre o mundo físico.
No expressionismo...
No realismo...
Degas (1834-1917)
Um livro que nos apresenta a figura de Degas, as suas obras e o seu estilo único que apresenta fortes elementos do Realismo e do Renascimento italiano. As suas obras são marcadas pelo uso de uma representação muito suave da luz. Apresenta também traços do Modernismo, já no fim da sua vida.
Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de 1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, grande paisagista.
A obra completa abaixo mostra-nos o modo ímpar como Friedrich geriu a representação da luz sobretudo a lunar.
Em três capítulos de 1h cada, a minissérie Os Impressionistas foi exibida pela primeira vez em abril de 2006, pela BBC. Em forma de documentário dramatizado, narra a história dos pintores impressionistas mais ilustres: Monet, Manet, Degas, Bazille, Renoir incluindo Cézanne, que não é exatamente definido como impressionista pelos críticos de arte, mas que inicia a carreira com fortes laços a esta corrente estética. A história é narrada pelo Velho Monet que, durante uma entrevista, vai contando a um jornalista e crítico de arte os principais momentos da sua vida, da sua carreira, das suas relações com os demais artistas do movimento, incluindo alguns aspectos particulares da vida e personalidade de cada um. Richard Armitage interpreta o Jovem Monet e constrói de forma brilhante a figura do artista.
A produção recria cuidadosamente o ambiente artístico e social do final do século XIX.
Elenco:
Richard Amitage (Jovem Claude Monet) Julian Glover (Velho Claude Monet) Sebastian Armesto (Crítico de Arte) Crispin Bonham-Carter (Ambroise Vollard) Anthony Calf (Émile Zola) Charlie Condou (Renoir) Aden Gillett (Degas) Andrew Havill (Manet) James Lance (Bazille) Will Keen (Cézanne) Michael Culver (Pai de Cézanne) Ella Kenion (Suzanne Monet).
O impressionismo foi um movimento artístico (artes plásticas e música) que surgiu na
França no final do século XIX. Este movimento é considerado o marco inicial da arte
moderna. O nome “impressionismo” deriva de uma obra de Monet chamada Impressão,
nascer do Sol (1872).
Características do impressionismo nas artes plásticas:
-Ênfase nos temas da natureza, principalmente de paisagens;
-Uso de técnicas de pintura que valorizam a ação da luz natural;
-Valorização da decomposição das cores;
-Pinceladas soltas buscando os movimentos da cena retratada;
-Uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas.
Principais artistas impressionistas e obras mais conhecidas:
- Claude Monet :
Estuário do Sena, Impressão, Nascer do Sol, Ponte sobre Hève na Vazante, Camille, O vestido verde, A floresta em Fontainebleu, Mulheres no Jardim, Navio deixando o cais de Le Havre, O molhe de Le Havre.
- Edgar Degas:
Retrato da família Bellelli, Cavalos de Corrida numa Paisagem, Cavalos de Corrida, Retrato de duas meninas, Paisagem, A banheira, A primeira bailarina.
- Pierre-Auguste Renoir:
Mulher com sombrinha, O Camarote, Le Moulin de la Galette , Madame Georges Charpentier e suas filhas, Remadores em Chatou, Elizabeth e Alice de Anvers, A dança em Bougival, Mulher amamentando, As grandes banhistas, Menina com espigas, Menina jogando criquet, Ao piano, Odalisca, Retrato de Claude Renoir, Banhista enxugando a perna direita.
- Édouard Manet:
Os romanos, A decadência, O bebedor de absinto, Retrato do Sr. e Sra. Auguste Manet, O homem morto, A música na Tulheiras, Rapaz em costume espanhol, Almoço na relva, Olympia, A ninfa surpresa, A leitura, O tocador de pífano, A execução de Maximiliano, Retrato de Émile Zola, Berthe Morisot de Chapéu Preto
A luz é um fenómeno estudado pela Física. A sua importância para a sobrevivência da espécie humana é fundamental. Foi a luz do Sol que originou a vida; foi a luz do fogo que iluminou os espaços escuros e que, paralelamente, protegeu o homem dos animais selvagens e do medo irracional provocado pela escuridão. Luz é o oposto de trevas. Na vida moderna, já não podemos prescindir da luz não natural, associada à energia elétrica ou a outras fontes de energia.
Para estudares a luz e a forma como a captamos, deixamos aqui a ligação para um espaço que pode ajudar-te a compreender este e outros fenómenos estudados pela Física.
Como é sabido, cada pessoa é diferente e trabalha com capacidades e recursos de estudo também diferentes. Há também modelos de aprendizagem mais adequados para cada tipo de inteligência, pelo que as sugestões que serão objeto deste texto não são únicas nem esgotam todas as possibilidades. Deixamos aqui algumas técnicas de estudo válidas para qualquer disciplina, mas ideais para História que é fundamentalmente factual e, em alguns casos, também conceptual. É impossível dissociar os acontecimentos históricos da história das ideias, da história da arte e da própria estética. O objetivo deste artigo é propor uma conjugação das novas tecnologias da informação com as formas tradicionais de estudo (resumos, sínteses, esquemas, mapas de conceitos e frisos cronológicos) de forma a que o estudo ganhe novas formas de autonomia.
Técnicas e Recursos para Estudar História
O conhecimento da nossa história é essencial para todos os estudantes, porque fornece o contexto para a realidade em que vivemos, explicando muitos dos eventos atuais. Por isso, estudar história é fundamentalmente compreender os acontecimentos em termos de causas e efeitos, alicerçados num dado contexto ideológico e político. A memorizar é importante mas mais importante ainda é analisar a informação e esquematizá-la para integrar os factos e relacioná-los.
1. Desenvolve e organiza as ideias
Em história, devido à sucessão de acontecimentos, a palavra-chave é o tempo. É essencial portanto, garantir que haja uma representação mental da ordem cronológica. Assim, podemos criar linhas do tempo que se conectam às nossas referências ou dividi-las por anos, décadas ou séculos.
Nos manuais escolares, os textos e documentos analisados são, por vezes, muito extensos. Não é preciso memorizar todos os detalhes. Em vez disso, é muito importante estabelecer uma conexão entre os factos. Os eventos devem seguir uma ordem lógica para nos ajudar a entender e memorizar, por isso o uso de mapas mentais ou conceptuais pode ser útil para visualizarmos todas as informações.
O mapa conceptual acima, compreende todas as ligações entre acontecimentos, povos e instituições com relevo na história da 2ª Guerra Mundial. Uma técnica que podes usar para elaborares o teu próprio mapa é dividir cada um dos eventos estudados em causas, eventos e consequências. Existem vários programas que permitem realizar este tipo de mapas. Até o próprio Word apresenta uma aplicação que configura gráficos.
2. Cria uma ficha para cada tema
- Situa o evento / tema no tempo e no espaço
- Resume o evento / tema
- Analisa o contexto histórico (político, geográfico, cultural)
- Compreende o evento / tema
- antecedentes
- causas,
- consequências
- Indica os desdobramentos e correlações do evento
Itens a pesquisar
Anotações sobre o tema / Acontecimento
Tema /
Acontecimento
Espaço e Tempo
Contexto histórico
Principais causas
Principais eventos
Consequências
Exemplo da aplicação desta ficha:
a) Facto Histórico: Primeira Guerra Mundial. b) Espaço e Tempo: Europa, de 1914 a 1918. c) Contexto Histórico: Imperialismo, Política de Alianças, Paz Armada. d) Causas: Disputa de mercados imperialistas, Divergências político-econômicas, Revanchismos, Nacionalismo. e) Evento: A guerra, O início, Blocos militares em conflito, Etapas, O término. f) Consequências: Tratado de Versalhes, Fim da hegemonia europeia, Aparecimento de novas nações, EUA como potência mundial, Criação da Liga das Nações, Revanchismo alemão, Fortalecimento do nazi-fascismo.
3. Retém as palavras-chave
Muitos exames de história incluem perguntas específicas sobre datas e nomes, a memorização deve fazer parte do nosso processo para estudar história. Os flashcards são uma uma excelente alternativa neste caso.
4. Vê filmes sobre situações da História
Outro método que pode ser muito eficaz quando se estuda a história é o cinema. Há muitos bons filmes que retratam acontecimentos históricos com alto rigor que nos permitem aprender enquanto desfrutamos de algum tempo de lazer. Se optares por essa técnica, certifica-te de que o filme é fiel aos factos históricos! Verifica a lista de filmes históricos, no site abaixo:
5. Faz quizzes de História e partilha-os com os teus colegas
Finalmente, uma vez que estudares história envolve memorizar uma série de informações, é necessário testar os nossos conhecimentos antes de enfrentar um exame. Podes criar um quiz baseado na matéria e trocar informações com os teus amigos.
6. Descobre formas de estudo online
A maioria dos professores propõem aos seus alunos a consulta regular de sites de referência ou mesmo os seus próprios sites. Neles podes encontrar resumos, exercícios, testes e outras tarefas de aprendizagem.
Sugestões de sites de aprendizagem da História:
História Mais – tem de forma resumida acontecimento de datas e factos da história mundial desde o surgimento do mundo.
Sítios da História- um blogue com testes sobre toda a matéria de História para realizares e corrigires, treinando, assim, a escrita. Preocupa-te em verificar bem as fontes que utilizas nas tuas pesquisas. Deves confrontar os resultados, para te certificares de que encontraste informação válida. Bom estudo!
Sendo o texto resultante de uma
organização em blocos de sentido, hierarquizados e relacionados entre si,
muitos são os operadores linguísticos que contribuem para a ligação entre esses
blocos.
Proliferam nos manuais
escolares e na nomenclatura usada pelos professores as mais diversas
designações desses operadores: conjunções, conectores frásicos, conectores
interfrásicos, conectores textuais, marcadores discursivos, marcadores
enunciativos, marcadores temporais, entre outros.
Não havendo uma ordem nestas
designações, aparentemente, todos teriam as mesmas propriedades e a mesma
função no texto e não é exatamente o caso.
Tanto o Dicionário
Terminológico como o texto “Gramática Textual do Português” de Maria Antónia
Coutinho, contribuem para caracterizar, relacionar e clarificar estas
designações.
Os conectores designam as
palavras ou expressões que servem para conectar (ligar, unir) vários segmentos
linguísticos: as frases de um período, os períodos no parágrafo e os parágrafos
no texto. Incluem-se neste grupo várias subclasses gramaticais de palavras:
conjunções (e; pois...); locuções conjuncionais (além disso; no entanto...);
advérbios (depois; finalmente...) ; locuções adverbiais (em seguida; por
último...); algumas orações não finitas ou com o verbo numa forma nominal –
gerúndio, infinitivo ou particípio – (concluindo; para terminar; feito isto).
A noção de conector prende-se
com a lógica dos predicados e a lógica das proposições, o que determina o valor
de verdade de uma proposição complexa, a partir dos valores de verdade ou de
falsidade das proposições simples conectadas, conforme indica Lyons (1997)
citado por Coutinho.
As conjunções, por exemplo,
pertencem a uma classe de palavras fechada e invariável, conforme se lê no
Dicionário Terminológico:
«[Conectores discursivos] São uma classe de marcadores discursivos, que ligam um enunciado a
outro enunciado ou uma sequência de enunciados a outra sequência, estabelecendo
uma relação semântica e pragmática entre os membros da cadeia discursiva, tanto
na sua realização oral como
na sua realização escrita.
Morfologicamente, são unidades linguísticas invariáveis, pertencem a
heterogéneas categorias gramaticais como interjeições, advérbiosou conjunções –, têm a mesma distribuição da classe de palavras a que pertencem e
contribuem de modo relevante para a coerência textual, orientando o recetor na
interpretação dos enunciados, na construção das inferências, no desenvolvimento
dos argumentos e dos contra-argumentos».
Como
exemplos, temos os conectores aditivos ou sumativos: além disso, ainda por cima, do mesmo modo, igualmente, etc; os conectores conclusivos e explicativos: por
consequência, logo, portanto, de modo que, donde se segue, etc; os conectores contrastivos ou
contra-argumentativos: sem embargo, não obstante, todavia, contudo, de qualquer
modo, em todo o caso, etc.
Segundo indicação do Ciberdúvidas de Língua Portuguesa, "os conectores constrastivos, não são considerados conjunções, mas apenasconectores de coordenação,
conforme designação proposta por Matos na última edição daGramática Portuguesade Mateus et al. (2003). Na verdade, não apresentam as mesmas propriedades que as conjunções e, por isso, a sua
categoria gramatical é reequacionada. Osconectores
contrastivossão, na
realidade, advérbios de valor contrastivo: porém, todavia, contudo, entretanto,
no entanto. Osconectores
conclusivostambém não são
conjunções masexpressões
adverbiais ou preposicionaisque
funcionam como adjuntos frásicos ou verbais com valor conclusivo. Sem mudarem
de classe gramatical, também osconectores
explicativosnão são
conjunções, mas sim conectores de coordenação".
Podemos,
assim, dizer que as conjunções formam um subconjunto dos conetores e que são
estes últimos que se constituem como organizadores textuais, podendo abranger
operadores oriundos de outras classes gramaticais, designadamente os advérbios
e locuções adverbiais ou as locuções preposicionais, bem como frases e
segmentos de frase, orações
breves, expressões adverbiais ou conjuncionais (que formalmente podem coincidir
com o conector) as quais têm por função explicitar um dado tipo de articulação
entre estruturas semânticas complexas (coincidente algumas vezes com o
parágrafo, mas não obrigatoriamente) com o objetivo de construir o sentido de
um texto.
Exemplos
de Organizadores Textuais
Assim...
Deste modo...
No que a (x) diz respeito...
Daqui decorre que...
Não há dúvida de que...
Acresce que...
Soma-se a esta situação...
A somar-se a esta situação está...
Consequentemente...
Inversamente...
Simplesmente...
Justamente...
Vemos então que...
Devemos notar que...
Fica claro que...
Noto que...
Devo notar que...
É de sublinhar...
Sublinho que...
Não posso deixar de referir...
Em boa verdade... Consideremos que...
Para além disso...
Ora...
Em contrapartida...
De facto...
Na realidade...
Em oposição...
Ao contrário...
Da conjunção destes fatores resulta que...
Daqui decorre que...
É certo que x é …. mas também não é menos verdade que…
Enquanto que...
Em contrapartida...
Em todo o caso...
Em virtude de...
Um outro facto/ tipo/ elemento/, causa...
Como referi acima...
Por outras palavras...
Dito de outro modo...
Tal equivale a dizer que...
Se virmos bem...
Afinal...
É fundamental perceber...
Enquanto isso...
Daí que...
A verdade é que...
Os organizadores acima não têm
todos o mesmo valor semântico: podem ser aditivos, contrastivos, conclusivos,
explicativos, de reformulação, de contra-argumentação, de enumeração, de
argumentação, etc. Vejamos, por exemplo, a categoria deorganizadores enumerativosentre os quais se contamos aditivose osmarcadores
de integração linear. A diferença entre ambos reside no facto de os
aditivos não introduzirem qualquer princípio de ordem, limitando-se à função de
ligação sintática (e, ou, também, igualmente)enquanto osmarcadores de integração linearasseguram a abertura, a
continuidade e o fecho de uma série, ao estabelecerem relações de ordem
hierárquica, espacial ou temporal. Utilizam-se também, para designar os mesmos,
o conceito de “marcadores / organizadores temporais e espaciais”:então, seguidamente, mais tarde,
finalmente; ao centro, ao lado, ao fundo, ao longe.
Osintrodutores do universo do
discurso, a que ocasionalmente chamamos expressões introdutórias,
transcendem a mera introdução do que se vai dizer a seguir, uma vez que
constituem processos que configuram domínios, porções de texto condicionadas a
um determinado quadro, espaço ou interpretação conforme se lê no texto de Maria
Antónia Coutinho. Exemplos de introdutores de discurso são: “Segundo o autor…”,
“No século XX…”, “Em França…”, “Para os gregos…” ou ainda construções com
verbos de opinião.
Acrescente-se ainda a designação demarcadores de sequencializaçãoproposta por diversos autores, baseada
na noção de sequência: esta corresponde a uma mudança de rumo do texto
claramente indicada pelo sujeito enunciador. Todos os conectores, em geral, são
marcadores de sequencialização mas alguns assumem um papel mais explícito na
marcação do princípio e fim de uma unidade: “Esta introdução…”, “Para
concluir…” e “Em resumo”.
Osconectores argumentativossão apresentados no texto de Coutinho
como “morfemas (do tipo conjunção de coordenação ou de subordinação, advérbio,
locução adverbial, etc) que articulam dois ou mais enunciados, envolvidos numa
mesma relação argumentativa”. Convém sublinhar que “argumentar” é diferente de
“provar”. Assim, existe relação argumentativa entre dois enunciados, quando um
deles é apresentado como destinado a fazer admitir ou justificar o outro. Um
será argumento, outro conclusão: “Acabei o trabalho ontem, portanto acabei-o
antes do prazo”.
Os argumentos
podem ter a função de causa, ou explicação, de justificação, de oposição e de
confirmação. Esta noção de que uma proposição contém argumentação sobre o que
se diz noutra com a qual está conectada é bastante elucidativa: por um lado,
ajuda a explicar aos alunos o tipo de ligação de sentido entre duas frases
subordinadas; por outro lado ajuda os alunos a reconhecerem e a produzirem
argumentos.
Em termos de
reflexão final sobre o tipo relações entre os conceitos abordados, parece-nos
que “conectores” é a designação que se aplica à ligação de proposições simples,
no microtexto, ao nível frásico, enquanto a noção de “organizadores textuais”
já se coloca ao nível de segmentos de texto de maior dimensão como o parágrafo
ou período.
Os organizadores
textuais também se configuram a partir de palavras das mesmas classes
gramaticais, porém, incluem outro tipo de expressões, sobretudo no caso dos
introdutores do universo do discurso.
Com a leitura
dos documentos citados, penso ter organizado mentalmente, a nível pessoal, um
conjunto de conceitos afins, cuja utilização difusa contribuía para produzir
confusão e dúvida no espírito dos alunos.
Bibliografia:
Coutinho, Maria
Antónia, “Gramática Textual”, FCSHL
A atividade de tirar apontamentos ajuda‐te a aprender muito melhor, para além de facilitar as revisões para testes e exames. Pelas vantagens que tirar apontamentos traz para a leitura/o estudo e para as revisões posteriores, justifica-se a sua utilização. Há que não esquecer que a sua eficácia depende, entre outros aspetos, de uma boa identificação das ideias principais e do relacionamento entre as ideias, da avaliação dos apontamentos tirados e consequente reformulação, do treino e aperfeiçoamento das técnicas usadas.
Tirar apontamentos pode ser bastante útil quando recebemos informações oralmente, por exemplo numa aula, ou numa palestra. As sugestões dadas podem facilmente ser adaptadas a essas situações.
Que vantagens podes ter em tirar apontamentos nas aulas:
Ajuda a manter a atenção e a concentração;
Nem tudo o que o professor diz está nos livros;
Ajuda a compreender melhor e a memorizar mais facilmente;
Aprendes a selecionar o que é essencial;
Treinas a escrita;
Reténs as informações com mais facilidade, porque escreves quando ouves ou lês;
Aprendes melhor a estrutura do tema que é exposto;
Economizas tempo quando tens de fazer revisões para testes e exames;
Aprendes melhor e mais depressa, porque o registo de apontamentos implica empenho e esforço.
Como podes escolher as informações que vais anotar?
Utiliza as seguintes pistas:
Tom de voz do professor;
Palavras/frases que chamem à atenção (“Prestem atenção!”, “Isto é importante!”, “Lembrem-se disto”;
Repetição de ideias;
Exemplos dados pelo professor;
Tempo dedicado ao tema;
Registos no quadro;
Indicação expressa do professor de que a informação não está no livro;
Assuntos que surgem no sumário.
Como podes elaborar os teus apontamentos?
- Durante as aulas:
Faz notas breves (não consegues escrever tudo o que ouves);
Tenta perceber a matéria (se tiveres dúvidas pergunta ao professor);
Toma nota dos registos no quadro (esquemas, exercícios, etc..);
Escreve pelas tuas próprias palavras, exceto informações como citações e definições;
Utiliza abreviaturas (mas só nos apontamentos);
Se perderes uma ideia, deixa um espaço em branco e depois perguntas ao professor ou a um colega;
Destaca as ideias que te parecem principais;
Deixa espaço para tirares ou fazeres anotações mais tarde;
Usa maiúsculas para destacar os temas principais;
Usa símbolos para destacar cada um dos subtemas, sob o maior:
---->
#
*
Escreve as ideias subordinadas mais adiante para mostrares que fazem parte daquele grupo maior.
Relaciona as ideias entre si através do sinal de causa-efeito
<----->
Utiliza os símbolos da matemática (igual, diferente).
- Depois das aulas
Precisas de rever as notas no próprio dia, para te lembrares bem da matéria da aula e as poderes melhorar.
Verifica se colocaste a data e o sumário;
Relê o teu texto e completa-o com o auxílio do manual, se for necessário;
Coloca títulos, subtítulos e faz esquemas;
Utiliza cores diferentes para destacares as ideias principais das secundárias;
Verifica se os apontamentos estão claros e completos.
Como proceder para tirar apontamentos?
A leitura e o estudo de textos podem socorrer-se de diversas estratégias que tornem esse processo mais ativo e eficaz. Uma delas consiste em tirar apontamentos. Vejamos algumas vantagens da sua utilização:
- Facilita a concentração na leitura.
- Promove o relacionamento das ideias do(s) texto(s).
- Obriga à identificação das ideias principais.
- Torna a leitura e o estudo mais ativos.
- Facilita a leitura/estudo posteriores.
Como tirar apontamentos durante a leitura?
Lê o texto e tenta compreendr o seu sentido global;
Lê o texto por partes. Regista por palavras tuas, o que consideras mais importante, de uma forma muito mais resumida do que o texto;
Utiliza frases curtas ou palavras-chave;
Lê os teus apontamentos e procura melhorá-los, ligando bem as ideias e organizando o texto ou a ligação entre as frases ou palavras-chave, por exemplo através de um esquema;
Quando terminares, relê os teus apontamentos: avalia a sua coerência e adequação ao texto-fonte e, se necessário, faz correções;
Se for necessário, melhora outros aspetos e volta a fazer a autoavaliação.
Formas de organizar os apontamentos:
Várias técnicas podem ser utilizadas para organizar os apontamentos, desde textos até esquemas.
Textos: quando se opta por se fazer um texto, pode recorrer-se à utilização de:
- títulos e subtítulos; - letras maiúsculas e letras minúsculas; - sublinhados de um ou mais tipos; - cores diferentes para determinados assuntos ou para destacar palavras ou frases; - caixas em torno de títulos para destacar ideias mais importantes.
Poderá ser deixada uma margem lateral em branco, destinada a permitir anotações em revisões posteriores.
Categorização e hierarquização de conceitos através de esquemas e mapas de ideias:
Os apontamentos podem adotar a forma de esquemas, havendo muitos modelos possíveis, entre os quais:
ESQUEMA DE CHAVETAS
MAPA DE IDEIAS
Bibliografia: Wright, A. (1992). How to improve your mind.New York: Cambridge University Press.
Zenhas, A., Silva, C., Januário, C., Malafaya, C., e Portugal, I. (2002). Ensinar a estudar, Aprender a estudar (4.ª ed.). Porto: Porto Editora.